FGTS e juro baixo animam consumo, mas desemprego e incerteza ainda impedem 'PIBão'
O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado; o setor de serviços, que inclui atividades como comércio, transporte, atividades financeiras e imobiliárias, também registrou aumento de 1,5% nessa comparação.
A queda dos juros básicos, que estão atualmente em 5% ao ano, o menor patamar da história do regime de metas de inflação, reanimou os empréstimos para pessoas e empresas e uma consequente alta do consumo entre julho e setembro deste ano. Além disso, o impulso dos saques de até R$ 500 do FGTS, que começaram a ser liberados em setembro e contam para o cálculo do PIB do terceiro trimestre, representaram um fôlego extra para o fim de ano dos consumidores.
Um "PIBão", no entanto, ainda está longe de tornar-se realidade para o Brasil. O desemprego alto, com 12,4 milhões de pessoas desocupadas, e a desaceleração da economia global e do comércio internacional, no entanto, permanecem como entraves para que a economia avance em ritmo acelerado.
O IBGE divulgou hoje que, entre julho e setembro, a economia brasileira superou em 1,2% o crescimento registrado no mesmo período do ano passado. Já em relação ao segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida pelo país, aumentou 0,6%. No ano de 2019, o PIB registra um crescimento acumulado até setembro de 1,0%, percentual idêntico ao crescimento acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores a setembro de 2019.
Um dos principais motores desse crescimento no período foi o consumo das famílias, que registrou aumento de 0,8% no terceiro trimestre na comparação com um ano antes, e de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
Um "PIBão", no entanto, ainda está longe de tornar-se realidade para o Brasil. O desemprego alto, com 12,4 milhões de pessoas desocupadas, e a desaceleração da economia global e do comércio internacional, no entanto, permanecem como entraves para que a economia avance em ritmo acelerado.
O IBGE divulgou hoje que, entre julho e setembro, a economia brasileira superou em 1,2% o crescimento registrado no mesmo período do ano passado. Já em relação ao segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida pelo país, aumentou 0,6%. No ano de 2019, o PIB registra um crescimento acumulado até setembro de 1,0%, percentual idêntico ao crescimento acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores a setembro de 2019.
Um dos principais motores desse crescimento no período foi o consumo das famílias, que registrou aumento de 0,8% no terceiro trimestre na comparação com um ano antes, e de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
Na visão de economistas e analistas financeiros consultados pela BBC News Brasil, o desempenho positivo do PIB no terceiro trimestre pode representar um fôlego prolongado também para os últimos meses do ano, e 2019 pode terminar, nos cenários mais otimistas, com crescimento anual mais próximo de 2% do que de 1%.
"Parece ser uma economia que estava crescendo perto de 1% ao ano há muito tempo e agora, no terceiro trimestre está mais perto de 2%", afirma Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, que diz que a atividade econômica segue em processo gradual de aceleração. "Projetamos crescimento do PIB de 1% em 2019 e 2,2% em 2020".
Consumo em alta, mas confiança ainda baixa
Os dados do IBGE confirmaram a expectativa dos economistas de que, em setembro, muitas famílias brasileiras arriscaram voltar às compras.
O aumento do consumo, refletindo o fôlego do FGTS somado aos juros e à inflação baixa, já aparecia em outros indicadores divulgados anteriormente pelo IBGE. O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado; o setor de serviços, que inclui atividades como comércio, transporte, atividades financeiras e imobiliárias, também registrou aumento de 1,5% nessa comparação. Até mesmo a indústria, que vem amargando um ano de encolhimento e redução das exportações, ganhou algum ânimo em setembro, crescendo 1,6% ante setembro do ano passado.
A economista da FGV explica que o clima de incerteza em relação à economia faz com que nem mesmo o dólar acima dos R$ 4, que seria uma boa notícia para os exportadores, seja suficiente para aumentar as vendas a ponto de compensar um ano de maus negócios. "Sabe-se que os efeitos das mudanças cambiais demoram a se fazer presentes, mas no incerto cenário atual mundial e do Brasil, essa demora se estende por um tempo mais longo".
Para Sergio Vale, economista-chefe da MB associados, o efeito do FGTS sobre a economia de 2019 será "nada espetacular", em torno de 0,1 e 0,2 ponto no impacto total do PIB, mas acrescenta que o desempenho do PIB no terceiro trimestre é uma melhora interessante em relação aos trimestres anteriores, com sinais positivos para os próximos meses. "Os dados do PIB mostram um trimestre de transição entre uma economia muito fraca e uma com potencial de recuperação", analisa Vale.
Em comparação com as más notícias do primeiro semestre, os dados mostram um terceiro trimestre de "certa calmaria, sem grandes choques, com a reforma da Previdência aprovada na Câmara".
Fonte: BBC Brasil via Lance político
"Parece ser uma economia que estava crescendo perto de 1% ao ano há muito tempo e agora, no terceiro trimestre está mais perto de 2%", afirma Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, que diz que a atividade econômica segue em processo gradual de aceleração. "Projetamos crescimento do PIB de 1% em 2019 e 2,2% em 2020".
Consumo em alta, mas confiança ainda baixa
Os dados do IBGE confirmaram a expectativa dos economistas de que, em setembro, muitas famílias brasileiras arriscaram voltar às compras.
O aumento do consumo, refletindo o fôlego do FGTS somado aos juros e à inflação baixa, já aparecia em outros indicadores divulgados anteriormente pelo IBGE. O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado; o setor de serviços, que inclui atividades como comércio, transporte, atividades financeiras e imobiliárias, também registrou aumento de 1,5% nessa comparação. Até mesmo a indústria, que vem amargando um ano de encolhimento e redução das exportações, ganhou algum ânimo em setembro, crescendo 1,6% ante setembro do ano passado.
A economista da FGV explica que o clima de incerteza em relação à economia faz com que nem mesmo o dólar acima dos R$ 4, que seria uma boa notícia para os exportadores, seja suficiente para aumentar as vendas a ponto de compensar um ano de maus negócios. "Sabe-se que os efeitos das mudanças cambiais demoram a se fazer presentes, mas no incerto cenário atual mundial e do Brasil, essa demora se estende por um tempo mais longo".
Para Sergio Vale, economista-chefe da MB associados, o efeito do FGTS sobre a economia de 2019 será "nada espetacular", em torno de 0,1 e 0,2 ponto no impacto total do PIB, mas acrescenta que o desempenho do PIB no terceiro trimestre é uma melhora interessante em relação aos trimestres anteriores, com sinais positivos para os próximos meses. "Os dados do PIB mostram um trimestre de transição entre uma economia muito fraca e uma com potencial de recuperação", analisa Vale.
Em comparação com as más notícias do primeiro semestre, os dados mostram um terceiro trimestre de "certa calmaria, sem grandes choques, com a reforma da Previdência aprovada na Câmara".
Fonte: BBC Brasil via Lance político
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