Lavadeiras reclamam de demolição da lavanderia do bairro Ponto Novo

O espaço funcionava há aproximadamente 30 anos e servia como fonte de renda para dezenas de mulheres do bairro.

O espaço da antiga lavanderia do bairro Ponto Novo, que já serviu para o sustento de dezenas de famílias, agora, está tomado de entulhos e servindo de ponto de lixo na região. A drástica mudança é recorrente do plano de reurbanização do local por parte da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) que pretende instalar uma unidade de saúde no lugar. Porém, a novidade não foi muito bem recebida pelas lavadeiras que trabalhavam no lugar que, por causa disso, criticam a demolição e afirmam não ter outra fonte de renda.

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Foto: Portal A8SE/Jonatan Santana

O ponto comunitário, de acordo com informações das lavadeiras, funcionava há quase trinta anos e servia como endereço profissional de muitas moradoras – tendo em vista que, a grande parte, trabalhava com a lavagem de roupas. “Todo mundo está prejudicado. Nossos clientes já sabiam onde a gente trabalhava e agora ninguém sabe onde nos encontrar. Estamos deixando de trabalhar por conta disso. O pessoal da prefeitura chegou aqui e demoliu tudo sem avisar e, agora, como ficamos? Estamos numa situação. Só queremos ter onde trabalhar, nada mais que isso”, critica Maria José.

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Foto: Portal A8SE/Jonatan Santana

Outra lavadeira que busca uma resposta da prefeitura é Maria de Lourdes. A senhora atua no ramo há três décadas e revela não ter outro meio de subsistências. “Como vamos fazer agora? O pessoal está deixando de nos procurar porque não tenho mais onde trabalhar. Há trinta anos trabalho com isso, não sei fazer outra coisa na vida e agora? Tenho uma casa para sustentar”, questiona.

Lícia Marques também está na lista das prejudicadas e, para ela, a demolição foi um ato de desrespeito com as trabalhadoras do bairro. “Executaram a demolição de forma muito imediata, antes de qualquer aviso prévio e pegou todo mundo de surpresa. Concordo que precisamos de um posto de saúde na região e que aqui estava um pouco destruído, mas por que não reestruturaram nossa lavanderia e construíram o posto em outro local – na praça do Jessé, por exemplo? Acabaram com nossa única fonte de renda e não começaram a fazer nada ainda. O local está tomado de entulho e, pelo visto, é assim que vai ficar por muito tempo”, pontua.

A respeito do pedido das lavadeiras de uma assistência por parte da Prefeitura, a Secretaria Municipal da Família e Assistência Social (Semfas), através da assessoria, afirmou não ter conhecimento da situação e preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Por: a8se

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