O partido não reconheceu sua filiação.
Será que esta tendo um racha no PT e o que estão querendo?
O que todo partido político deseja é que seus quadros tenham empatia popular e que possíveis candidaturas despontem naturalmente pelo desejo da sociedade. Mas, ao que parece, para o PT de Sergipe, este tipo de situação não é interessante. Pelo menos, é o que dá para se depreender do atual momento de debates internos pelos quais o partido passa na tentativa de excluir a ex-primeira-dama do Estado, Eliane Aquino, do processo eleitoral que se aproxima.
Reunidos nesta quinta-feira (20), membros da Executiva Estadual do partido não reconheceram, por maioria de votos, a filiação de Eliane e, consequentemente, excluíram o nome dela do processo interno para definição das candidaturas. Dos 17 integrantes do diretório petista em Sergipe, dez foram contra a ex-primeira-dama (todos ligados ao presidente da legenda, Rogério Carvalho, e a sua vice, Ana Lúcia). Seis votaram a favor de Eliane – todos do grupo que Déda liderou. Um votante se absteve (Severino Bispo). O caso será levado ao Diretório Nacional do partido.
A decisão desta quinta já nasce problemática, uma vez que não cabe àdireção estadual decidir sobre filiações. Esta é uma questão nacional, pois a filiação de um brasileiro pode se dar em qualquer lugar do país, já que o que é pré-requisito para um cidadão estar apto a disputar eleições é seu domicílio eleitoral – e o de Eliane o é, desde o início da década passada, em Sergipe.
Que interesses seriam contrariados com Eliane candidata ao Senado? Que acordos teriam que ser desfeitos para que a ex-primeira-dama pudesse entrar na disputa pela representação de Sergipe no Senado? Os sergipanos precisam dessas respostas.
por NE NOTÍCIAS, da redação